A final de 2002 também se decidiu sem a bola

A final de 2002 também se decidiu sem a bola

Na final da Copa do Mundo de 2002, em Yokohama, Ronaldo marcou os dois gols da vitória do Brasil por 2 a 0 sobre a Alemanha. O placar põe o atacante no centro da lembrança — com razão. Mas a partida também mostra como a organização sem a bola ajudou a seleção a chegar ao momento de decidir.

Um desenho para ocupar espaços

A equipe brasileira tinha três defensores centrais e usava Cafu e Roberto Carlos para dar amplitude pelos lados. Essa estrutura permitia preencher o meio e, ao recuperar a bola, encontrar opções para avançar sem depender de um único corredor. Não era apenas uma formação no papel: a posição dos jogadores mudava conforme a equipe defendia ou atacava.

A defesa prepara o ataque

Diante da Alemanha, manter a equipe compacta ajudava a reduzir os espaços para a progressão adversária e a proteger a área. Recuperar a posse em condições de avançar era tão importante quanto afastar o perigo. É nesse intervalo entre defender e atacar que uma estrutura bem distribuída pode transformar um corte em início de jogada.

Do rebote ao segundo gol

No primeiro gol, Rivaldo finalizou de fora da área e Ronaldo aproveitou o rebote do goleiro Oliver Kahn. No segundo, a jogada construída pelo lado terminou novamente com a conclusão do camisa 9. Os lances são diferentes, mas reforçam a mesma leitura: a decisão do atacante aparece no fim de movimentos coletivos que colocam a equipe em posição de atacar.